Pão de Açúcar fez oferta pela totalidade da varejista e está mais perto da aquisição; concorrentes tentam comprar parte das lojas
O grupo Silvio Santos está com três propostas para a aquisição das lojas do Baú em avaliação, segundo apurou o iG com fontes próximas às negociações. O Pão de Açúcar, do empresário Abilio Diniz, é o favorito para comprar a empresa, porque foi o único que fez uma oferta pela totalidade da rede.
O empresário e apresentador de televisão Silvio Santos pretende vender a rede Baú em até 90 dias, conforme antecipou reportagem do iG desta quarta-feira. A decisão de se desfazer da varejista faz parte do processo de reestruturação do grupo, iniciado após a detecção de fraudes no banco Panamericano, o antigo braço financeiro do conglomerado.
A intenção do Pão de Açúcar é ganhar fôlego na região Sul do país. O interessa da empresa é utilizar a infraestrutura do Baú para reforçar as operações do Ponto Frio, rede adquirida pelo grupo em 2009.
O Pão de Açúcar está em fase de avaliação das informações financeiras do Baú, processo conhecido como “due dilligence”.
O Magazine Luiza e a rede Mercado Móveis, as lojas MM, também apresentaram propostas, mas apenas por parte das unidades, segundo apurou o iG. Ao todo, o Baú possui 137 unidades em São Paulo e no Paraná.
A Máquina de Vendas, rede formada pela união das varejistas Insinuante e Ricardo Eletro, chegou a avaliar a disputa pelo Baú. Eles não teriam feito propostas por entender que o ativo está supervalorizado.
O Baú fatura cerca de R$ 400 milhões, mas possui um passivo fiscal estimado em R$ 200 milhões. Essa dívida era da Dudony, varejista paranaense comprada pelo Baú em 2009, e pode ser transferida para o novo dono da rede.
A rede de Luiza Helena Trajano negocia a compra das lojas do Baú na região metropolitana de São Paulo. Com forte presença no interior do Estado e do Paraná, ela não teria interesse na aquisição total da varejista.
Já a varejista paranaense fez uma oferta pelas 89 lojas do Baú no Paraná. Proporcionalmente, as ofertas do Magazine e da Mercado Móveis são maiores do que a do Pão de Açúcar, mas elas deixam de fora as lojas de rede de Silvio Santos no interior de São Paulo e em Minas Gerais, onde existe uma unidade.
O superintendente das lojas MM, Márcio Pauliki, confirmou ao iG que a empresa disputa as lojas do Baú. A empresa possui 152 unidades no Paraná e em Santa Catarina e tenta se defender do fortalecimento de um concorrente na região.
A Mercado Móveis fez uma proposta inicial por 55 lojas no Paraná, mas aumentou a oferta para a totalidade dos negócios no Estado quando soube que outras redes disputaram a aquisição do Baú.
Se conseguir fechar o negócio, a MM pretende repassar o ponto de cerca de 35 lojas. Além da sobreposição de lojas, muitas das unidades do Baú possuem metragem pequena, inadequada para a operação de grandes redes de varejo. As lojas da MM, por exemplo, possuem entre 500 e 4.000 metros quadrados.
O Baú utilizava boa parte das suas unidades para uma operação conhecida como “semivirtual”, ou seja, a empresa mantinha um espaço físico pequeno, com pouco estoque, focado na venda por catálogo. A maioria dessas lojas era da antiga rede Dudony.
Procurados pelo iG, o Magazine Luiza e o Pão de Açúcar não quiseram se pronunciar.
Fonte: IG
Este blog se propõe a compartilhar notícias e outros assuntos sobre varejo. This blog proposes to share news and other issues about retail.
Pesquisar este blog
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Walmart lança site próprio de compra coletiva
Meta da rede varejista com a estratégia de compras coletivas é elevar em até 10% o faturamento com as vendas pela internet
A partir da semana que vem, o Walmart, terceira maior rede varejista do País, estreia no segmento de compras coletivas. O site de comércio eletrônico da empresa terá uma área reservada para compras em grupo, onde serão oferecidos produtos com descontos agressivos, válidos a partir do momento em que a promoção conseguir reunir determinado número de participantes.
"Nossos descontos não serão inferiores a 20%", afirma o diretor de Marketing do e-commerce Walmart Brasil, Roberto Wajnsztok. Apesar de esse canal de vendas estar localizado dentro do site da própria empresa, o executivo ressalta que o ambiente de compras coletivas é diferenciado - tem até um nome próprio: Clube Walmart.
Além do site, o acesso às compras coletivas poderá ser feito por meio de redes sociais, blogs e microblogs, como Twitter, Facebook, Orkut e YouTube, por exemplo.
Segundo Wajnsztok, o segmento de compras coletivas deve acrescentar entre 5% e 10% ao faturamento da divisão de comércio eletrônico da companhia no Brasil. "A expectativa é de que aumente em cerca de 15% o número de clientes do e-commerce", diz o executivo.
Apesar de ocuparem o mesmo espaço na página eletrônica do grupo, Wajnsztok ressalta que não há risco de canibalização entre os dois canais de venda. "Queremos agregar valor", diz.
Segundo o executivo, as promoções do canal de compras coletivas não devem trombar com as do site de comércio eletrônico. Mesmo utilizando a mesma estrutura de logística e de compras do site, Wajnsztok explica que as promoções destinadas às compras coletivas serão negociadas especificamente para esse fim, por isso os descontos serão maiores que os do site. E a abrangência desse canal será nacional, isto é, está aberto a consumidores de todo País.
A intenção da empresa é dar, com as compras coletivas, agilidade ao segmento de comércio virtual. A cada dois dias, por exemplo, as promoções serão renovadas.
Perfil. O executivo destaca, por exemplo, que o consumidor que busca compras coletivas costuma estar disposto a gastar menos do que o cliente do e-commerce. "No clube de compras, o tíquete médio é menor", diz.
Entre os produtos que serão ofertados para compras coletivas estão itens de informática, games, produtos eletrônicos e livros. Normalmente, explica Wajnsztok, são ofertados serviços nos sites de compras coletivas, como massagem, jantar em restaurantes da moda, tratamentos estéticos, por exemplo. Nesse aspecto, o Clube Walmart quer ser diferente da concorrência.
De toda forma, a estreia da rede varejista em site de compras coletivas, algo inédito para lojas do varejo tradicional, vem sendo preparada há algum tempo. Para conhecer esse novo canal de vendas, faz quatro meses que a companhia vem participando de outros sites de compras coletivas disponíveis no mercado. E a intenção, segundo o executivo, é continuar participando desses sites, mesmo depois da estreia da companhia em seu canal específico de compras coletivas.
E-commerce. O Walmart iniciou suas operações no varejo virtual em outubro de 2008. Por motivos estratégicos, a empresa não revela nem o faturamento desse canal de vendas nem a sua fatia na receita total. Mas, segundo o executivo, o desempenho do varejo virtual é crescente. A meta traçada para este ano é ampliar a receita do site em 60% na comparação com 2010.
PARA ENTENDER
Sucesso internacional
O modelo de compras coletivas se transformou em sucesso em várias partes do mundo. A maior empresa do setor é a americana Groupon, uma das estrelas da nova bolha da internet, que está avaliada em US$ 20 bilhões.
No Brasil, existem mais de mil sites de compras coletivas. Os mais conhecidos são o Peixe Urbano, o Groupon e o ClickOn. Eles vendem principalmente serviços nesse formato, como cupons de restaurantes, hotéis, shows, peças de teatro e tratamentos de beleza.
Fonte: O Estado de S. Paulo (Marcia de Chiara)
A partir da semana que vem, o Walmart, terceira maior rede varejista do País, estreia no segmento de compras coletivas. O site de comércio eletrônico da empresa terá uma área reservada para compras em grupo, onde serão oferecidos produtos com descontos agressivos, válidos a partir do momento em que a promoção conseguir reunir determinado número de participantes.
"Nossos descontos não serão inferiores a 20%", afirma o diretor de Marketing do e-commerce Walmart Brasil, Roberto Wajnsztok. Apesar de esse canal de vendas estar localizado dentro do site da própria empresa, o executivo ressalta que o ambiente de compras coletivas é diferenciado - tem até um nome próprio: Clube Walmart.
Além do site, o acesso às compras coletivas poderá ser feito por meio de redes sociais, blogs e microblogs, como Twitter, Facebook, Orkut e YouTube, por exemplo.
Segundo Wajnsztok, o segmento de compras coletivas deve acrescentar entre 5% e 10% ao faturamento da divisão de comércio eletrônico da companhia no Brasil. "A expectativa é de que aumente em cerca de 15% o número de clientes do e-commerce", diz o executivo.
Apesar de ocuparem o mesmo espaço na página eletrônica do grupo, Wajnsztok ressalta que não há risco de canibalização entre os dois canais de venda. "Queremos agregar valor", diz.
Segundo o executivo, as promoções do canal de compras coletivas não devem trombar com as do site de comércio eletrônico. Mesmo utilizando a mesma estrutura de logística e de compras do site, Wajnsztok explica que as promoções destinadas às compras coletivas serão negociadas especificamente para esse fim, por isso os descontos serão maiores que os do site. E a abrangência desse canal será nacional, isto é, está aberto a consumidores de todo País.
A intenção da empresa é dar, com as compras coletivas, agilidade ao segmento de comércio virtual. A cada dois dias, por exemplo, as promoções serão renovadas.
Perfil. O executivo destaca, por exemplo, que o consumidor que busca compras coletivas costuma estar disposto a gastar menos do que o cliente do e-commerce. "No clube de compras, o tíquete médio é menor", diz.
Entre os produtos que serão ofertados para compras coletivas estão itens de informática, games, produtos eletrônicos e livros. Normalmente, explica Wajnsztok, são ofertados serviços nos sites de compras coletivas, como massagem, jantar em restaurantes da moda, tratamentos estéticos, por exemplo. Nesse aspecto, o Clube Walmart quer ser diferente da concorrência.
De toda forma, a estreia da rede varejista em site de compras coletivas, algo inédito para lojas do varejo tradicional, vem sendo preparada há algum tempo. Para conhecer esse novo canal de vendas, faz quatro meses que a companhia vem participando de outros sites de compras coletivas disponíveis no mercado. E a intenção, segundo o executivo, é continuar participando desses sites, mesmo depois da estreia da companhia em seu canal específico de compras coletivas.
E-commerce. O Walmart iniciou suas operações no varejo virtual em outubro de 2008. Por motivos estratégicos, a empresa não revela nem o faturamento desse canal de vendas nem a sua fatia na receita total. Mas, segundo o executivo, o desempenho do varejo virtual é crescente. A meta traçada para este ano é ampliar a receita do site em 60% na comparação com 2010.
PARA ENTENDER
Sucesso internacional
O modelo de compras coletivas se transformou em sucesso em várias partes do mundo. A maior empresa do setor é a americana Groupon, uma das estrelas da nova bolha da internet, que está avaliada em US$ 20 bilhões.
No Brasil, existem mais de mil sites de compras coletivas. Os mais conhecidos são o Peixe Urbano, o Groupon e o ClickOn. Eles vendem principalmente serviços nesse formato, como cupons de restaurantes, hotéis, shows, peças de teatro e tratamentos de beleza.
Fonte: O Estado de S. Paulo (Marcia de Chiara)
Luxo deve movimentar cerca de R$ 20,94 bi
são paulo - A classe A e os emergentes se encontram nas lojas de grife brasileiras, segundo dados da última pesquisa do Data Popular. Essa convergência garantiu ao setor movimentar, neste ano, cerca de R$ 20,94 bilhões. Em 2010, os brasileiros gastaram R$ 15,73 bilhões em produtos de luxo e o potencial de consumo chega R$ 71,3 bilhões. Isso se deve ao fato de que as vendas parceladas chegaram também ao mercado de alto luxo no País. Carlos Ferreirinha, organizador da feira AtuaLuxo, afirma: "A verdade é que vivemos uma década de transformação do mercado de luxo no mundo, e principalmente no Brasil. Este setor, outrora reservado a bem poucos, se expandiu."
Fonte: DCI
Fonte: DCI
Mercado de luxo movimentou R$ 15,7 bilhões em 2010
O mercado de luxo brasileiro faturou US$ 8,9 bilhões em 2010, o equivalente a R$ 15,7 bilhões, com um crescimento de 43% em relação ao ano anterior. Os números foram apresentados pela GfK Brasil. Como em 2006 o faturamento do setor era de apenas US$ 3,9 bilhões, nos cinco anos o mercado teve uma expansão de 120%. A expectativa é que o mercado brasileiro de luxo movimento US$ 11,9 bilhões, 33% mais que no ano passado.
Fonte: Mercado & Consumo
Fonte: Mercado & Consumo
Evento Pós-RECON traz o melhor do setor de shopping centers
Na sexta-feira passada, aconteceu no Hotel Renaissance, em São Paulo, o Pós-RECON, que trouxe os principais insights do RECON, maior evento de shopping centers do mundo, ocorrido na semana passada em Las Vegas. Realizado pela GS&MD – Gouvêa de Souza e BrandWorks, com apoio da Abrasce e patrocínio da Dalkia e C+E, o Pós-RECON contou com a presença de 130 pessoas e mostrou cases muito interessantes do varejo americano, como o shopping Crystals, empreendimento de luxo em Las Vegas que demandou um investimento de US$ 160 milhões somente na fachada (desenvolvida depois de um concurso com designers e foi projetado em parceria com os lojistas. Já o Town Square é um lifestyle center com 22 edifícios construídos como se fossem uma cidade. Um shopping que convida o consumidor a permanecer. Comprar é secundário.
“Os shoppings já foram uma recriação de outro mundo; hoje, têm sido projetados para recriar NOSSO mundo”, comenta Luiz Alberto Marinho, diretor da BrandWorks e palestrante no evento. Para ele, uma grande tendência no setor de shoppings é mesclar áreas abertas e fechadas, convidando o cliente a permanecer mais tempo. “O caminho para os shoppings é deixar de ser fake e oferecer uma experiência top para o cliente, com alma. Estamos em um negócio de pessoas que não estão ali para adquirir coisas, e sim para viver momentos agradáveis”, diz.
Fonte: Mercado & Consumo
“Os shoppings já foram uma recriação de outro mundo; hoje, têm sido projetados para recriar NOSSO mundo”, comenta Luiz Alberto Marinho, diretor da BrandWorks e palestrante no evento. Para ele, uma grande tendência no setor de shoppings é mesclar áreas abertas e fechadas, convidando o cliente a permanecer mais tempo. “O caminho para os shoppings é deixar de ser fake e oferecer uma experiência top para o cliente, com alma. Estamos em um negócio de pessoas que não estão ali para adquirir coisas, e sim para viver momentos agradáveis”, diz.
Fonte: Mercado & Consumo
Compra do Carrefour objetiva brecar avanço do Walmart, diz WSJ
Suposto interesse do Pão de Açúcar por rede francesa está ligado à preocupação da expansão da rede americana no Brasil
O movimento estratégico do grupo Pão de Açúcar de se aproximar do Carrefour se deve à preocupação do empresário Abílio Diniz de evitar que a rede francesa caia nas mãos da americana Walmart, a maior rede de supermercados do mundo, segundo indicou uma reportagem publicada na noite de sábado no site do jornal "The Wall Street Journal".
A fragilidade do Carrefour nos últimos tempos tem tornado o Walmart como uma grande ameaça à liderança do Pão de Açúcar no mercado brasileiro, tirando da rede francesa a tradicional rivalidade com o grupo controlado pela família Diniz.
De acordo com o “WSJ”, os ativos do Carrefour no Brasil são avaliados entre R$ 11,5 bilhões e R$ 16,5 bilhões (de 5 bilhões a 7 bilhões de euros). A rede francesa fechou o ano de 2010 com 654 lojas, segundo ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Uma eventual compra do Carrefour pelo Walmart colocaria o grupo americano ligeiramente na frente do Pão de Açúcar no mercado brasileiro. Segundo o ranking da Abras, o Carrefour faturou R$ 29 bilhões em 2010. Combinado com o Walmart, o faturamento de ambos superaria os R$ 51 bilhões.
Embora tenha consolidado os resultados das Casas Bahias apenas nos últimos meses do ano, o Pão de Açúcar faturou R$ 36,1 bilhões em 2010. A estimativa é chegar a R$ 50 bilhões neste ano.
Na última semana, a imprensa francesa deu a notícia de que o Carrefour teria contratado um banco internacional para fundir suas operações brasileiras com o Pão de Açúcar. No entanto, uma eventual fusão teria de superar o acordo que o Pão de Açúcar mantém com o varejista Casino, da França, que divide com a família Diniz o controle do grupo de varejo brasileiro.
O jornal “WSJ” diz que a Estáter Gestão e Finanças, a empresa financeira de Pércio Souza, um conhecido banqueiro brasileiro que fechou o acordo para a família Diniz o acordo com o Casino, está conversando com outras cadeias internacionais de varejo para fortalecer a posição do grupo.
O Pão de Açúcar negou nesta semana qualquer negociação com o Carrefour. No entanto, o jornal americano salientou que o próprio Abílio Diniz, de 74 anos, está conversando de forma independente.
Fonte: IG Notícias
O movimento estratégico do grupo Pão de Açúcar de se aproximar do Carrefour se deve à preocupação do empresário Abílio Diniz de evitar que a rede francesa caia nas mãos da americana Walmart, a maior rede de supermercados do mundo, segundo indicou uma reportagem publicada na noite de sábado no site do jornal "The Wall Street Journal".
A fragilidade do Carrefour nos últimos tempos tem tornado o Walmart como uma grande ameaça à liderança do Pão de Açúcar no mercado brasileiro, tirando da rede francesa a tradicional rivalidade com o grupo controlado pela família Diniz.
De acordo com o “WSJ”, os ativos do Carrefour no Brasil são avaliados entre R$ 11,5 bilhões e R$ 16,5 bilhões (de 5 bilhões a 7 bilhões de euros). A rede francesa fechou o ano de 2010 com 654 lojas, segundo ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Uma eventual compra do Carrefour pelo Walmart colocaria o grupo americano ligeiramente na frente do Pão de Açúcar no mercado brasileiro. Segundo o ranking da Abras, o Carrefour faturou R$ 29 bilhões em 2010. Combinado com o Walmart, o faturamento de ambos superaria os R$ 51 bilhões.
Embora tenha consolidado os resultados das Casas Bahias apenas nos últimos meses do ano, o Pão de Açúcar faturou R$ 36,1 bilhões em 2010. A estimativa é chegar a R$ 50 bilhões neste ano.
Na última semana, a imprensa francesa deu a notícia de que o Carrefour teria contratado um banco internacional para fundir suas operações brasileiras com o Pão de Açúcar. No entanto, uma eventual fusão teria de superar o acordo que o Pão de Açúcar mantém com o varejista Casino, da França, que divide com a família Diniz o controle do grupo de varejo brasileiro.
O jornal “WSJ” diz que a Estáter Gestão e Finanças, a empresa financeira de Pércio Souza, um conhecido banqueiro brasileiro que fechou o acordo para a família Diniz o acordo com o Casino, está conversando com outras cadeias internacionais de varejo para fortalecer a posição do grupo.
O Pão de Açúcar negou nesta semana qualquer negociação com o Carrefour. No entanto, o jornal americano salientou que o próprio Abílio Diniz, de 74 anos, está conversando de forma independente.
Fonte: IG Notícias
RFID: ainda não, mas até quando?
O RFID ou identificação por radiofreqüência não está diretamente na lista Top 10 do Gartner como “Tecnologias Estratégicas para 2011”, porém sua presença é citada quando se fala da “computação ubíqua”, na qual a tecnologia estará embutida em todos os equipamentos e “coisas” com as quais nos relacionamos. O RFID é, ainda, uma tecnologia visionária ao permitir que “coisas” possam ser rastreadas e controladas a distância. Mas, definitivamente, ainda não é algo comum ou utilizado em larga escala no Brasil.
“A rastreabilidade e o RFID estão maduros. Alguns nichos, de empresas mais sofisticadas e ainda as de logística, como a DHL, utilizam a plataforma. Para as demais é algo incipiente”, aponta Luis Villela, diretor de marketing e negócios da NEC Brasil. Uma das barreiras à RFID apontadas pelo mercado é considerada mito para o executivo: o preço da etiqueta em comparação com o código de barras. É lógico que o RFID é mais caro, porém para alguns produtos e processos o valor passa a ser irrisório por conta do controle e diminuição de perdas ou ainda na combinação com outras tecnologias (Veja também o Box Voice picking e RFID).
“É uma tecnologia cujo valor ainda não é percebido como deveria. Mesmo o custo diminuiu bastante nos últimos anos e a visão de setores do mercado não mudou”, aponta Villela. A questão do valor gera projetos com ganhos específicos para quem os patrocinou. O executivo cita o Hospital Israelita Albert Einstein como uma possibilidade de reversão dos preconceitos do mercado.
Tá rastreado
O projeto de rastreamento de ativos no Einstein, montado pela NEC, é considerado o primeiro do gênero na América do Sul com uma solução de RFID. Ele permite a localização de equipamentos médicos, além de monitorar e gerenciar a temperatura das geladeiras. Iniciativas que desocupam os profissionais da área e ampliam a capacidade de controle sobre a utilização dos recursos.
O projeto, que teve início em meados de 2009, foi customizado de acordo com a demanda do hospital e na primeira fase da implementação trabalhou junto ao sistema de controle de temperatura das geladeiras e na localização de um conjunto de 500 equipamentos médicos, que funcionam por meio da rede sem fio do próprio hospital – infraestrutura que também foi implementada pela NEC.
Com a solução, o processo de controle das temperaturas das geladeiras se tornou automático. Nas geladeiras foram instaladas tags -- as etiquetas com dispositivos eletrônicos para medição e transmissão de informações digitais – que medem constantemente a temperatura das geladeiras e estão ligadas a um software que realiza todo o gerenciamento. Caso haja alguma anomalia, o sistema envia alertas instantâneos aos responsáveis.
Já a solução de localização de equipamentos permite maior organização do fluxo de materiais, como bombas infusoras e monitores multiparamétricos. Em cada um dos itens também é instalada uma tag, que indica a localização e as condições de cada instrumento. A tecnologia faz o mapeamento da movimentação dos equipamentos via rede sem fio, diminuindo o tempo de procura dos instrumentos e evitando perdas. O sistema também é capaz de gerar alertas sobre a situação de cada material e avisar aos gestores quando os objetos estão indisponíveis, se estão na etapa de higienização ou de manutenção.
Além de conhecer o seu legado, o objetivo de evitar perdas ou extravios de ativos foi alcançado pelo Einstein, que também pensou em uma evolução. “Eles também queriam rastrear bisturis, mas não valia a pena. Com o RFID não podemos trabalhar com produtos descartáveis ou de manuseio complexo como os bisturis, e é preciso fazer as contas para medir o retorno”, garante Villela.
No pneu e na estrada
Na última década, a Bridgestone Bandag investiu no Brasil mais de R$ 5 milhões em softwares para gerenciamento de frotas, como o uso de chips de rastreabilidade. Com essas soluções, a empresa espera crescer 30% no número de clientes assistidos até 2012.
A tecnologia é composta por um chip e por uma leitora que recebe dados via sinais de radiofrequência e os transmite para outro periférico portátil via sinal bluetooth, organizando-os em um banco de dados. Considerando uma frota composta por 500 pneus, o investimento total da solução é de R$ 10 mil. O chip é fixado no pneu por meio da vulcanização química, um processo que permite a perfeita união de componentes de borracha em temperatura ambiente, fazendo com que as partes se unam permanentemente como uma única peça. Tudo isso sem ter que desmontar absolutamente nada.
Entre as soluções em software oferecidas pela Bridgestone Bandag além do chip, destaque para o Survey, o Controlban, o Profrota e o DAPM. E entre as mais de 5 mil transportadoras que utilizam a solução da Bridgestone no Brasil, a Transpérola, de Goiânia/GO, é um exemplo bem sucedido. “O Profrota nos possibilita mais controle e menos custo. Sem o software, tínhamos cerca de 300 problemas com pneus por mês. Hoje, esse número caiu para 18”, afirma Eduardo Paganini, diretor executivo da Transpérola.
Com foco no varejo, a empresa gaúcha NL Informática inaugurou no final de 2010, em sua sede em Caxias do Sul, uma loja modelo com a tecnologia RFID. O objetivo é demonstrar as possibilidades de uso dessa tecnologia no ambiente de vendas e na retaguarda de loja.
O sistema identifica automaticamente os produtos por meio de sinais de rádio e armazena os dados em um coletor. O objetivo é fazer com que as cadeias de varejo conheçam a sua aplicabilidade e os avanços possíveis em processos como a diminuição de filas, controle de estoque e logística menos custoso e mais precisa. A empresa conseguiu um financiamento no Finep para continuar o processo de pesquisa e “catequização” do mercado.
Para o executivo da NEC, a demanda mais viável de ser atendida no curto e médio prazo é a de controle de ativos. “Isso terá mais investimentos e logo atrás vem o supply chain”. No entanto, o problema maior ainda é o custo, mesmo com os tags com um preço mais em conta. E mostra descrença com o foco da NL. “Uma empresa de varejo precisa que todos os fabricantes trabalhem com RFID, senão ela terá dois tipos de controle, dois sistemas operando e será necessária a integração entre eles, o que gera mais custos”, completa Villela.
Voice picking e RFID
A conjunção entre “voice picking”, ou coleta de dados por voz, e RFID nas atividades logísticas pode parecer ficção, mas não é! Pelo menos é o que garante Wagner Bernardes, diretor de marketing e vendas da Seal Tecnologia, em um artigo sobre novas tecnologias logísticas.
Veja o trecho no qual ele cita as duas tecnologias atuando em conjunto: “um grande benefício do voice picking é a capacidade de integração com o RFID. Isto ocorre a partir da incorporação de um leitor portátil de tags RFID ao terminal de voz, o que possibilita a comunicação entre essas etiquetas e os comandos de voz. Desta forma, o sistema “lê” e “fala” ao operador as ações a serem tomadas, ao mesmo tempo em que se encarrega de transmitir informações ao WMS (aplicativo de gestão específico para depósitos)”, relata Bernardes.
Fonte: TI INSIDE
“A rastreabilidade e o RFID estão maduros. Alguns nichos, de empresas mais sofisticadas e ainda as de logística, como a DHL, utilizam a plataforma. Para as demais é algo incipiente”, aponta Luis Villela, diretor de marketing e negócios da NEC Brasil. Uma das barreiras à RFID apontadas pelo mercado é considerada mito para o executivo: o preço da etiqueta em comparação com o código de barras. É lógico que o RFID é mais caro, porém para alguns produtos e processos o valor passa a ser irrisório por conta do controle e diminuição de perdas ou ainda na combinação com outras tecnologias (Veja também o Box Voice picking e RFID).
“É uma tecnologia cujo valor ainda não é percebido como deveria. Mesmo o custo diminuiu bastante nos últimos anos e a visão de setores do mercado não mudou”, aponta Villela. A questão do valor gera projetos com ganhos específicos para quem os patrocinou. O executivo cita o Hospital Israelita Albert Einstein como uma possibilidade de reversão dos preconceitos do mercado.
Tá rastreado
O projeto de rastreamento de ativos no Einstein, montado pela NEC, é considerado o primeiro do gênero na América do Sul com uma solução de RFID. Ele permite a localização de equipamentos médicos, além de monitorar e gerenciar a temperatura das geladeiras. Iniciativas que desocupam os profissionais da área e ampliam a capacidade de controle sobre a utilização dos recursos.
O projeto, que teve início em meados de 2009, foi customizado de acordo com a demanda do hospital e na primeira fase da implementação trabalhou junto ao sistema de controle de temperatura das geladeiras e na localização de um conjunto de 500 equipamentos médicos, que funcionam por meio da rede sem fio do próprio hospital – infraestrutura que também foi implementada pela NEC.
Com a solução, o processo de controle das temperaturas das geladeiras se tornou automático. Nas geladeiras foram instaladas tags -- as etiquetas com dispositivos eletrônicos para medição e transmissão de informações digitais – que medem constantemente a temperatura das geladeiras e estão ligadas a um software que realiza todo o gerenciamento. Caso haja alguma anomalia, o sistema envia alertas instantâneos aos responsáveis.
Já a solução de localização de equipamentos permite maior organização do fluxo de materiais, como bombas infusoras e monitores multiparamétricos. Em cada um dos itens também é instalada uma tag, que indica a localização e as condições de cada instrumento. A tecnologia faz o mapeamento da movimentação dos equipamentos via rede sem fio, diminuindo o tempo de procura dos instrumentos e evitando perdas. O sistema também é capaz de gerar alertas sobre a situação de cada material e avisar aos gestores quando os objetos estão indisponíveis, se estão na etapa de higienização ou de manutenção.
Além de conhecer o seu legado, o objetivo de evitar perdas ou extravios de ativos foi alcançado pelo Einstein, que também pensou em uma evolução. “Eles também queriam rastrear bisturis, mas não valia a pena. Com o RFID não podemos trabalhar com produtos descartáveis ou de manuseio complexo como os bisturis, e é preciso fazer as contas para medir o retorno”, garante Villela.
No pneu e na estrada
Na última década, a Bridgestone Bandag investiu no Brasil mais de R$ 5 milhões em softwares para gerenciamento de frotas, como o uso de chips de rastreabilidade. Com essas soluções, a empresa espera crescer 30% no número de clientes assistidos até 2012.
A tecnologia é composta por um chip e por uma leitora que recebe dados via sinais de radiofrequência e os transmite para outro periférico portátil via sinal bluetooth, organizando-os em um banco de dados. Considerando uma frota composta por 500 pneus, o investimento total da solução é de R$ 10 mil. O chip é fixado no pneu por meio da vulcanização química, um processo que permite a perfeita união de componentes de borracha em temperatura ambiente, fazendo com que as partes se unam permanentemente como uma única peça. Tudo isso sem ter que desmontar absolutamente nada.
Entre as soluções em software oferecidas pela Bridgestone Bandag além do chip, destaque para o Survey, o Controlban, o Profrota e o DAPM. E entre as mais de 5 mil transportadoras que utilizam a solução da Bridgestone no Brasil, a Transpérola, de Goiânia/GO, é um exemplo bem sucedido. “O Profrota nos possibilita mais controle e menos custo. Sem o software, tínhamos cerca de 300 problemas com pneus por mês. Hoje, esse número caiu para 18”, afirma Eduardo Paganini, diretor executivo da Transpérola.
Com foco no varejo, a empresa gaúcha NL Informática inaugurou no final de 2010, em sua sede em Caxias do Sul, uma loja modelo com a tecnologia RFID. O objetivo é demonstrar as possibilidades de uso dessa tecnologia no ambiente de vendas e na retaguarda de loja.
O sistema identifica automaticamente os produtos por meio de sinais de rádio e armazena os dados em um coletor. O objetivo é fazer com que as cadeias de varejo conheçam a sua aplicabilidade e os avanços possíveis em processos como a diminuição de filas, controle de estoque e logística menos custoso e mais precisa. A empresa conseguiu um financiamento no Finep para continuar o processo de pesquisa e “catequização” do mercado.
Para o executivo da NEC, a demanda mais viável de ser atendida no curto e médio prazo é a de controle de ativos. “Isso terá mais investimentos e logo atrás vem o supply chain”. No entanto, o problema maior ainda é o custo, mesmo com os tags com um preço mais em conta. E mostra descrença com o foco da NL. “Uma empresa de varejo precisa que todos os fabricantes trabalhem com RFID, senão ela terá dois tipos de controle, dois sistemas operando e será necessária a integração entre eles, o que gera mais custos”, completa Villela.
Voice picking e RFID
A conjunção entre “voice picking”, ou coleta de dados por voz, e RFID nas atividades logísticas pode parecer ficção, mas não é! Pelo menos é o que garante Wagner Bernardes, diretor de marketing e vendas da Seal Tecnologia, em um artigo sobre novas tecnologias logísticas.
Veja o trecho no qual ele cita as duas tecnologias atuando em conjunto: “um grande benefício do voice picking é a capacidade de integração com o RFID. Isto ocorre a partir da incorporação de um leitor portátil de tags RFID ao terminal de voz, o que possibilita a comunicação entre essas etiquetas e os comandos de voz. Desta forma, o sistema “lê” e “fala” ao operador as ações a serem tomadas, ao mesmo tempo em que se encarrega de transmitir informações ao WMS (aplicativo de gestão específico para depósitos)”, relata Bernardes.
Fonte: TI INSIDE
Preços dos eletroeletrônicos caem até 48%
O estagiário de engenharia Daniel Luvizotto Natel, de São Caetano, sofre todos fins de semana por conta da realização de seu desejo: comprou um iPhone por R$ 900, parcelado em seis vezes, valor equivalente a 45% do preço do aparelho no ano passado, quando o produto brilhou aos seus olhos. "As parcelas deixam meu orçamento comprometido. Tenho saído pouco nos fins de semana por isso. Mas valeu a pena, porque pelo preço do ano passado não conseguiria comprar", disse. "A satisfação compensa o esforço."
Natel foi um dos consumidores beneficiados com o fenômeno que ocorre com a maioria dos eletroeletrônicos, a deflação. Levantamento do Diário com base em dados do Sidra (Sistema IBGE de Recuperação Automática) aponta que a inflação às famílias com renda entre um e quarenta salários-mínimos aumentou o custo de vida em 30,1% em cinco anos e quatro meses, encerrados em abril. No mesmo período, os aparelhos eletroeletrônicos tiveram deflação de até 48,6%, que é o caso do televisor. O aparelho celular, por exemplo, ficou 11% mais barato.
Vários fatores contribuíram para que esses aparelhos coubessem, cada vez mais, no bolso do consumidor. Mas o avanço tecnológico tem maior peso. No caso da televisão, a evolução do tubo para as telas de LCD, LED e 3D impulsionou a queda nos preços das tecnologias mais antigas, o que, aliado à vontade do consumidor de experimentar novas sensações, deixou o produto como uma commodity, com grande demanda, avaliou o presidente do Provar (Programa de Administração do Varejo) da FIA (Fundação Instituto de Administração), Claudio Felisoni.
A gerente do IPCA do IBGE, Irene Machado, acrescenta que o varejo aproveita a demanda aquecida pelos eletroeletrônicos e o surgimento de novos produtos para realizar promoções com aparelhos mais antigos, o que contribui para derrubar a média dos preços. Mas destaca que a queda no dólar nos últimos cinco anos teve seu peso. "Esses produtos têm muitos componentes eletrônicos, que são importados."
A moeda norte-americana recuou 32% em cinco anos e quatro meses encerrados em abril. Dados do Banco Central mostram que a taxa de câmbio em 2 de janeiro de 2006 era de R$ 2,33. No dia 30 de abril, a moeda valia R$ 1,57.
O Diário procurou a Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônico), mas a entidade informou que não comenta preços aos consumidores.
Transparência das informações e crédito farto estimulam reduções
A economia aquecida, o crédito farto e a maior presença de marcas são os fatores apresentados como estímulos à deflação dos aparelhos eletroeletrônicos pelo coordenador do núcleo de varejo da ESPM, Ricardo Pastore.
O presidente do Provar/FIA, Claudio Felisoni, inclui a internet na lista de motivos para o recuo nos preços. "A informação chega em segundos aos consumidores. É transparente." Ele diz que as famílias têm mais facilidades do que há alguns anos para pesquisar antes de comprar, o que estimula a competição do varejo.
Mesmo sem o auxílio da internet, os consumidores estão mais conscientes sobre a diversidade de opções no mercado. O empresário de São Caetano Edvaldo Feltran, por exemplo, pesquisou em duas grandes redes varejistas e comprou uma TV de LED 40 polegadas na loja que tinha promoção.
Fonte: Diário do Grande ABC
Natel foi um dos consumidores beneficiados com o fenômeno que ocorre com a maioria dos eletroeletrônicos, a deflação. Levantamento do Diário com base em dados do Sidra (Sistema IBGE de Recuperação Automática) aponta que a inflação às famílias com renda entre um e quarenta salários-mínimos aumentou o custo de vida em 30,1% em cinco anos e quatro meses, encerrados em abril. No mesmo período, os aparelhos eletroeletrônicos tiveram deflação de até 48,6%, que é o caso do televisor. O aparelho celular, por exemplo, ficou 11% mais barato.
Vários fatores contribuíram para que esses aparelhos coubessem, cada vez mais, no bolso do consumidor. Mas o avanço tecnológico tem maior peso. No caso da televisão, a evolução do tubo para as telas de LCD, LED e 3D impulsionou a queda nos preços das tecnologias mais antigas, o que, aliado à vontade do consumidor de experimentar novas sensações, deixou o produto como uma commodity, com grande demanda, avaliou o presidente do Provar (Programa de Administração do Varejo) da FIA (Fundação Instituto de Administração), Claudio Felisoni.
A gerente do IPCA do IBGE, Irene Machado, acrescenta que o varejo aproveita a demanda aquecida pelos eletroeletrônicos e o surgimento de novos produtos para realizar promoções com aparelhos mais antigos, o que contribui para derrubar a média dos preços. Mas destaca que a queda no dólar nos últimos cinco anos teve seu peso. "Esses produtos têm muitos componentes eletrônicos, que são importados."
A moeda norte-americana recuou 32% em cinco anos e quatro meses encerrados em abril. Dados do Banco Central mostram que a taxa de câmbio em 2 de janeiro de 2006 era de R$ 2,33. No dia 30 de abril, a moeda valia R$ 1,57.
O Diário procurou a Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônico), mas a entidade informou que não comenta preços aos consumidores.
Transparência das informações e crédito farto estimulam reduções
A economia aquecida, o crédito farto e a maior presença de marcas são os fatores apresentados como estímulos à deflação dos aparelhos eletroeletrônicos pelo coordenador do núcleo de varejo da ESPM, Ricardo Pastore.
O presidente do Provar/FIA, Claudio Felisoni, inclui a internet na lista de motivos para o recuo nos preços. "A informação chega em segundos aos consumidores. É transparente." Ele diz que as famílias têm mais facilidades do que há alguns anos para pesquisar antes de comprar, o que estimula a competição do varejo.
Mesmo sem o auxílio da internet, os consumidores estão mais conscientes sobre a diversidade de opções no mercado. O empresário de São Caetano Edvaldo Feltran, por exemplo, pesquisou em duas grandes redes varejistas e comprou uma TV de LED 40 polegadas na loja que tinha promoção.
Fonte: Diário do Grande ABC
Brasil deu "tiro de canhão" na Argentina, diz Miguel Jorge
São Paulo - Nesta quinta-feira, em Brasília, os governos do Brasil e da Argentina voltam à mesa de negociações, segundo informou a assessoria do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). O secretário executivo do Ministério, Alessandro Teixeira, e o secretário de Indústria da Argentina, Eduardo Bianchi, marcaram o segundo round das negociações para solucionar conflito comercial bilateral.
Até quinta-feira, segundo uma fonte, o governo brasileiro realizará consultas junto ao setor privado para discutir a proposta do governo argentino de estabelecer cotas para os setores mais sensíveis, como máquinas e implementos agrícolas. O setor automobilístico da Argentina afirma que se o impasse não for solucionado até esta semana a indústria local começará a ter problemas no ritmo de produção.
Na sexta-feira passada, o ex-ministro do Mdic Miguel Jorge afirmou que o Brasil precisa ter "paciência" na relação comercial com a Argentina, levando em consideração sua grandiosidade em relação ao vizinho. "Somos para Argentina, guardadas as proporções, o que China é para o Brasil. A população, o Produto Interno Bruto [PIB[ e a produção industrial são algumas vezes maior do que as da Argentina".
O ex-ministro classificou a barreira que o Brasil impôs aos automóveis argentinos como "tiro de canhão" e lembrou que situação é de atrito, mas acredita em resolução. "Essa questão é muito episódica. No meu período como ministro, também ocorreram questões como essa. Nós sempre chegamos a um acordo."
Miguel Jorge defendeu também que o Brasil precisa ser mais competitivo para concorrer com os produtos chineses. "Precisa reduzir carga tributária, custos trabalhistas, já que competimos de forma desigual com a China, onde os salários são muito baixos e não existem benefícios para o trabalhador", afirmou.
"Devemos tratar a China como parceiro especial. Eles são grandes exportadores, mas também podem ser consumidores dos nossos produtos manufaturados", disse, lembrando que 80% das exportações brasileiras são de commodities e de minério de ferro. Temos que fazer esforço, para conhecer o mercado chinês, para entrar lá. A China é um jogador importante no mercado mundial e temos que tirar o melhor disso." Miguel Jorge criticou o setor industrial brasileiro que importa peças chinesas para a produção local, mas também criticou a entrada de produtos provenientes do país asiático. "Tem muita coisa que é mais barata do que custo de produção e corrigimos essa deformação do comércio, mas sou contra medidas protecionistas defendidas por alguns setores"
Mesmo com seus automóveis sendo liberados a conta-gotas para entrada no Brasil e com a ameaça do ministro de Desenvolvimento, Fernando Pimentel, de expandir as licenças não automáticas para outros produtos, a Argentina transmite confiança em um desenlace para a crise comercial entre os dois países.
A ministra de Indústria, Débora Giorgi, disse que "negociações com o Brasil vão prosperar porque se trata de um sócio estratégico e existe boa vontade política".
Fonte: DCI
Até quinta-feira, segundo uma fonte, o governo brasileiro realizará consultas junto ao setor privado para discutir a proposta do governo argentino de estabelecer cotas para os setores mais sensíveis, como máquinas e implementos agrícolas. O setor automobilístico da Argentina afirma que se o impasse não for solucionado até esta semana a indústria local começará a ter problemas no ritmo de produção.
Na sexta-feira passada, o ex-ministro do Mdic Miguel Jorge afirmou que o Brasil precisa ter "paciência" na relação comercial com a Argentina, levando em consideração sua grandiosidade em relação ao vizinho. "Somos para Argentina, guardadas as proporções, o que China é para o Brasil. A população, o Produto Interno Bruto [PIB[ e a produção industrial são algumas vezes maior do que as da Argentina".
O ex-ministro classificou a barreira que o Brasil impôs aos automóveis argentinos como "tiro de canhão" e lembrou que situação é de atrito, mas acredita em resolução. "Essa questão é muito episódica. No meu período como ministro, também ocorreram questões como essa. Nós sempre chegamos a um acordo."
Miguel Jorge defendeu também que o Brasil precisa ser mais competitivo para concorrer com os produtos chineses. "Precisa reduzir carga tributária, custos trabalhistas, já que competimos de forma desigual com a China, onde os salários são muito baixos e não existem benefícios para o trabalhador", afirmou.
"Devemos tratar a China como parceiro especial. Eles são grandes exportadores, mas também podem ser consumidores dos nossos produtos manufaturados", disse, lembrando que 80% das exportações brasileiras são de commodities e de minério de ferro. Temos que fazer esforço, para conhecer o mercado chinês, para entrar lá. A China é um jogador importante no mercado mundial e temos que tirar o melhor disso." Miguel Jorge criticou o setor industrial brasileiro que importa peças chinesas para a produção local, mas também criticou a entrada de produtos provenientes do país asiático. "Tem muita coisa que é mais barata do que custo de produção e corrigimos essa deformação do comércio, mas sou contra medidas protecionistas defendidas por alguns setores"
Mesmo com seus automóveis sendo liberados a conta-gotas para entrada no Brasil e com a ameaça do ministro de Desenvolvimento, Fernando Pimentel, de expandir as licenças não automáticas para outros produtos, a Argentina transmite confiança em um desenlace para a crise comercial entre os dois países.
A ministra de Indústria, Débora Giorgi, disse que "negociações com o Brasil vão prosperar porque se trata de um sócio estratégico e existe boa vontade política".
Fonte: DCI
Argentina busca relação comercial equilibrada com o Brasil, diz ministra da Indústria
Brasília – A ministra da Indústria, Débora Giorgi, afirmou que a Argentina busca estabelecer uma "relação equilibrada" no comércio bilateral com o Brasil, de maneira que permita a continuidade da "reindustrialização" da Argentina.
O objetivo do próximo encontro será buscar uma relação comercial equilibrada que permita a continuidade da reindustrialização da Argentina, que é a única forma de ambos os países se beneficiarem", disse Débora Giorgi, em comunicado divulgado hoje (28).
Neste sentido, a ministra qualificou de “muito positiva” a retomada do diálogo bilateral pautado entre ambos os países para a próxima quinta-feira em Brasília, e acrescentou que a Argentina já propôs a reindustrialização como ideia central para o benefício dos dois maiores sócios do Mercosul.
La reunião foi marcada pelo secretário de Indústria e Comércio de Argentina, Eduardo Bianchi, e o secretário executivo do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Alessandro Teixeira, para o próximo dia 2, em Brasília, onde retomarão as negociações.
Bianchi e Texeira se reuniram em Buenos Aires segunda e terça-feira passadas (23 e 24). Os secretários examinaram questões relacionadas ao comércio bilateral, com foco nos temas expostos pelos ministros de Indústria nas cartas que trocaram nas últimas semanas.
"Ambos os governos decidiram fortalecer ações dirigidas à promoção do desenvolvimento produtivo integrado e definiram uma agenda de trabalho para os temas estruturais, com especial atenção aos setores sensíveis e estratégicos para cada país", concluiu o Ministério da Indústria.
Fonte: Jornal do Brasil
O objetivo do próximo encontro será buscar uma relação comercial equilibrada que permita a continuidade da reindustrialização da Argentina, que é a única forma de ambos os países se beneficiarem", disse Débora Giorgi, em comunicado divulgado hoje (28).
Neste sentido, a ministra qualificou de “muito positiva” a retomada do diálogo bilateral pautado entre ambos os países para a próxima quinta-feira em Brasília, e acrescentou que a Argentina já propôs a reindustrialização como ideia central para o benefício dos dois maiores sócios do Mercosul.
La reunião foi marcada pelo secretário de Indústria e Comércio de Argentina, Eduardo Bianchi, e o secretário executivo do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Alessandro Teixeira, para o próximo dia 2, em Brasília, onde retomarão as negociações.
Bianchi e Texeira se reuniram em Buenos Aires segunda e terça-feira passadas (23 e 24). Os secretários examinaram questões relacionadas ao comércio bilateral, com foco nos temas expostos pelos ministros de Indústria nas cartas que trocaram nas últimas semanas.
"Ambos os governos decidiram fortalecer ações dirigidas à promoção do desenvolvimento produtivo integrado e definiram uma agenda de trabalho para os temas estruturais, com especial atenção aos setores sensíveis e estratégicos para cada país", concluiu o Ministério da Indústria.
Fonte: Jornal do Brasil
Assinar:
Postagens (Atom)