Pesquisar este blog

terça-feira, 9 de março de 2010

Cartão híbrido é atalho para oferta de outros serviços financeiros

Com uma base de 11 milhões de cartões private label, o Carrefour passou a agregar a bandeira Visa ao seu portfólio em 2008 e hoje já tem 2,5 milhões de unidades embandeiradas. O mesmo processo começou a ser feito com a MasterCard no fim do ano passado. Na Lojas Marisa, que fechou acordo com o Itaú Unibanco há pouco mais de um ano, os plásticos embandeirados somam 815 mil, em comparação aos quase 13 milhões de próprios. Na Riachuelo, com 16 milhões, a intenção é converter pelo menos metade da base. Boanerges Ramos Freire, sócio da Boanerges &Cia, diz que a a operação de conversão mais eficiente no mercado é a da C&A, que tem entre 40% e 45% da sua base composta por cartões híbridos. Já a operação da Casas Bahia, também administrada pelo Bradesco, saiu do carnê direto para o cartão híbrido e hoje tem 6,7 milhões de unidades. O especialista estima que, na média, a taxa de migração no mercado esteja entre 20% e 30%.


No Carrefour, a intenção, segundo o diretor de negócios do Carrefour Soluções Financeiras, Ricardo Barreto, não é simplesmente substituir os private label, mas sim oferecer uma ampla plataforma de serviços financeiros, como o pagamento de contas, a oferta de seguros de proteção de renda, de acidentes pessoais e de residência. A venda de apólices de automóvel simplificadas, sem o extenso questionário de perfil de risco, também começa a ser testada.

A questão da preservação dos cadastros, tão cara ao varejo, também foi superada com os cartões híbridos. "No passado, quando se colocava bandeira Visa ou MasterCard, ao longo do tempo as redes perdiam a condição de fazer o acompanhamento do cliente, mas os acordos atuais já são de base de dados compartilhada", diz o sócio-diretor Gouvêa de Souza, Luiz Fernando Biasetto.

Salles, da Marisa, confirma que na parceria firmada com o Itaú Unibanco tem pleno controle do comportamento dos seus clientes não só dentro das lojas da rede. Com a bandeira, passou a ter acesso aos hábitos de consumo desse público também fora dali e consegue identificar qual o supermercado que ele costuma frequentar, onde compra produtos de perfumaria e calçados, inteligência que pode ser útil para se desenhar um programa de fidelidade, por exemplo. O acordo, fechado em 2008, vai render R$ 120 milhões ao caixa da varejista, valor que vai ser apropriado num intervalo de dez anos, prazo do contrato. De acordo com o executivo, a aliança, em regime de profit sharing, em que os resultados da atividade são divididos, permitiu que a operação crescesse rapidamente, passando a rodar no azul já a partir do quarto trimestre de 2009. Os serviços financeiros, que incluem seguros e até plano odontológico, representaram 20% do lajida em 2009 e a expectativa é que essa fatia, ao longo do tempo, chegue a 25%, 30%.

Fotne: Valor Econômico

Nenhum comentário:

Postar um comentário