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segunda-feira, 15 de março de 2010

Nespresso aposta no mercado brasileiro

A Nespresso, que abre sua décima butique no país no fim desse mês, em Brasília (DF), está numa posição bem confortável. "Somos agora o décimo mercado mais importante para a companhia no mundo e com previsão de crescimento de 80% este ano no país. Podemos até passar os EUA por causa da crise que eles enfrentam", diz Martin Pereyra Rozas, diretor da empresa no Brasil. A França e a Suíça disputam o primeiro lugar e outros países europeus estão na frente dos Estados Unidos. "O Brasil supera todos os Brics porque a Rússia está num ritmo mais lento e a China e a Índia não são consumidores de café." Rozas diz que a operação da Nespresso no Brasil já tem hoje um tamanho que projetavam alcançar só no final de 2011. "E ainda assim estamos só 3% do que podemos ser." Com um crescimento de 70% no faturamento ano passado no país, a empresa "ganhou escala e conseguiu negociar com a matriz preços mais acessíveis de suas máquinas de café".


Recentemente, a marca passou a vender suas cobiçadas cafeteiras com 20% de desconto, em média. Como as cápsulas de Nespresso só funcionam nos equipamentos da marca, a expansão depende da venda dos instrumentos, da entrada de mais "sócios" para o "clube". O modelo mais caro, o Lattissima, que custava R$ 2,2 mil, agora sai por R$ 1990; e o mais barato, o Essenza, foi de R$ 850 para R$ 690. As cápsulas, no entanto, mantém seu valor inalterado. Custam a partir de R$ 19 a caixa com dez unidades. "Nossa operação depende de aumentarmos a base de usuários e agora com equipamentos mais acessíveis vamos crescer num ritmo mais acelerado." Outro fator que vai colaborar nesse processo é o fortalecimento do e-commerce. "No mundo as vendas pela internet representam 50% dos negócios. Aqui já estamos em 25%."

Fonte: Valor Econômico

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